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Copa do Mundo Feminina 2027: por que o torneio no Brasil é a maior oportunidade da década para marcas

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Faltando pouco mais de um ano para a bola rolar, a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 já se desenha como um dos eventos mais estratégicos do calendário esportivo mundial para marcas, e o motivo não é só o fato de o torneio acontecer, pela primeira vez, na América do Sul. É o momento em que ele chega: o futebol feminino nunca cresceu tão rápido, em audiência, receita e interesse comercial, quanto nos últimos três anos.

Reunimos abaixo o que os dados, pesquisas e estudos recentes mostram sobre esse cenário, e por que marcas, clubes e patrocinadores deveriam olhar para 2027 não como um evento pontual, mas como o ponto alto de uma trajetória que já está em curso.

Um torneio histórico em um país que já vive a virada do futebol feminino

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada entre 24 de junho e 25 de julho, em oito cidades brasileiras, incluindo o Maracanã, no Rio de Janeiro, e a Neo Química Arena, em São Paulo. Serão 32 seleções e 64 jogos, na última edição do torneio antes da expansão para 48 equipes, prevista para 2031. É a primeira vez que um país sul-americano recebe uma Copa do Mundo Feminina, e o Brasil se torna a sexta nação a sediar tanto a versão masculina quanto a feminina do torneio.

Esse marco chega em um momento particularmente favorável. Segundo levantamento da Samsung Ads em parceria com a Offerwise, divulgado em agosto de 2026, 67% dos brasileiros já pretendem acompanhar o Mundial, um índice próximo ao de eventos masculinos consolidados, mesmo faltando quase um ano para o início da competição. No plano internacional, a edição de 2023, disputada na Austrália e Nova Zelândia, já havia mostrado a escala desse crescimento: segundo a Euromonitor International, o torneio teria superado 2 bilhões de espectadores, o dobro do registrado em 2019, quando a audiência somou 1,12 bilhão de pessoas.

Tivemos o prazer de produzir o vídeo oficial para o anúncio das cidades-sede, distribuído nos canais oficiais da FIFA.

Os números que comprovam a escalada do futebol feminino

Poucos setores do esporte crescem no ritmo do futebol feminino atualmente, e os dados recentes ajudam a entender a dimensão desse movimento.

A Copa do Mundo Feminina de 2023 gerou US$ 570 milhões em receita, o suficiente para o torneio atingir o ponto de equilíbrio financeiro pela primeira vez na história, segundo o presidente da FIFA, Gianni Infantino. O evento também bateu recordes de público, com mais de 1,98 milhão de torcedores nos estádios, e recordes de audiência em mercados como Austrália, onde a semifinal contra a Inglaterra se tornou o programa de TV mais visto da história do país, segundo a BBC.

Esse crescimento não ficou restrito ao torneio. Um estudo da Deloitte estima que a receita global dos esportes femininos deve alcançar US$ 2,35 bilhões até o fim de 2025, quase o dobro do registrado em 2023, com 54% dessa receita vindo de patrocínios e parcerias comerciais. A mesma pesquisa aponta que fãs do esporte feminino são 4,7% mais receptivos a marcas e têm probabilidade de compra 2,1% maior do que outros públicos, com cada dólar investido gerando US$ 7,29 em valor de cliente.

No Brasil, o efeito já é visível antes mesmo da Copa começar. Levantamento da Globo Ads mostra que as transmissões do futebol feminino brasileiro alcançaram 50 milhões de pessoas na TV Globo em 2025, com crescimento de 15% na audiência da emissora e de 28% no SporTV. A final do Campeonato Brasileiro Feminino daquele ano reuniu 41,1 mil torcedores na Neo Química Arena, superando partidas masculinas disputadas no mesmo fim de semana.

A porta de entrada já está aberta, e marcas de peso começaram a atravessá-la

O interesse comercial em torno do futebol feminino brasileiro não é uma previsão para 2027, já é realidade em 2026. A CBF fechou parcerias com Amazon, Hyundai, Itambé e Uber para patrocinar competições como o Campeonato Brasileiro Feminino Série A1, a Copa do Brasil e a Supercopa Feminina, com contratos que se estendem justamente até o ciclo da Copa de 2027. Iniciativas como a Brasil Ladies Cup também têm atraído marcas como Amazon Prime, Nissin, Honda Motos e NBA, além de reforçar a internacionalização da modalidade ao reunir clubes de diferentes países.

Esse movimento tem respaldo em percepção de público. O levantamento da Globo Ads mostra que 43% das pessoas entendem que marcas que investem no futebol feminino demonstram compromisso real com o desenvolvimento do esporte, e 85% defendem a ampliação de investimentos privados na modalidade. Ao mesmo tempo, 78% ainda enxergam espaço comercial subaproveitado, um indicativo claro de que a janela de oportunidade continua aberta para marcas de outros setores além dos que já entraram.

Patrocínio oficial ajuda, mas a lição de sempre também vale aqui

Assim como em qualquer grande evento esportivo, ser patrocinador oficial da Copa do Mundo Feminina não é garantia automática de lembrança de marca. A edição de 2023 teve como parceiros globais nomes como Adidas, Coca-Cola, Visa e Wanda, com contratos de até 16 anos com a FIFA, e gerou uma receita anual de patrocínio estimada em mais de US$ 300 milhões. Mas a experiência de Copas anteriores, masculinas e femininas, mostra que cota de patrocínio amplia a chance de ser visto, e não necessariamente decide quem fica na memória do torcedor.

Isso reforça um ponto central para quem está avaliando entrar nesse ciclo até 2027: marcas que constroem território, gesto e narrativa própria em torno do futebol feminino, mesmo sem uma cota oficial de patrocínio da Copa, têm tanto ou mais potencial de associação positiva do que marcas que apenas comprarem espaço publicitário no torneio.

Por que 2027 é diferente de qualquer outro momento para investir

Um dos pontos mais estratégicos para marcas e clubes é o fato de a Copa de 2027 não ser um evento isolado, mas o ápice de uma curva que já está em movimento. Analistas de mercado brasileiro têm classificado 2026 como o ano em que o futebol feminino deixou de ser tratado como aposta futura e passou a integrar, de forma consistente, o planejamento estratégico de marcas de diferentes setores, do automotivo à tecnologia, da mobilidade à alimentação.

Isso muda a lógica de entrada. Marcas que investirem apenas no ano do torneio chegam depois que a conversa já começou. Marcas que constroem presença consistente entre agora e 2027, acompanhando campeonatos nacionais, clubes e atletas, chegam à Copa como parte natural dessa história, e têm a chance de manter essa relação relevante depois que o torneio terminar, o que, como qualquer grande evento esportivo já ensinou, é onde realmente se decide quem fica na memória do público.

O que isso significa para marcas, clubes e patrocinadores brasileiros

A Copa do Mundo Feminina 2027 reúne, ao mesmo tempo, um público em rápida expansão, um consumidor mais receptivo a marcas associadas ao esporte, um mercado publicitário que já reconhece a modalidade como ativo estratégico e a chancela simbólica de ser a primeira edição sul-americana da competição. É raro encontrar uma combinação assim tão favorável para construir marca, e ainda mais raro ela vir acompanhada de tempo de sobra para planejar, em vez de reagir.

O esporte feminino, hoje, não é mais uma tendência a ser observada de fora. É um território de crescimento real, com dados que sustentam a decisão de investir, e o Brasil está no centro dessa curva justamente na hora em que ela mais acelera.

Se a sua marca, clube ou empresa quer construir uma estratégia de longo prazo em torno do futebol feminino e da Copa do Mundo 2027, e não apenas uma ativação pontual no ano do torneio, fale com o time da End to End e vamos desenhar esse caminho juntos.